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O prólogo é o segundo episódio. Ok, posso viver com isso. Quero dizer, já havia escrito nas primeiras impressões que Youjo Senki certamente era o caso de anime que já começa no meio da ação para causar logo uma boa impressão e deixa a explicação para depois. Mas esse episódio teve bastante ação também. E sabe, eu pessoalmente a achei melhor que a do episódio anterior. Corolário: poderia ter começado por aqui que teria sido bem melhor. Será que só eu fiquei com essa sensação?

Ou talvez quisessem esconder o forte teor religioso. Não sei porque. Será que alguém que faça parte do público-alvo desse anime o abandonaria por causa disso se esse episódio tivesse sido o primeiro, com medo que o aspecto religioso se tornasse recorrente? Eu pessoalmente não sou religioso, mas acho temas religiosos tão válidos e fascinantes quanto quaisquer outros em ficção, desde que bem desenvolvidos. E não sei se diria que foram bem desenvolvidos em Youjo Senki, mas tem um bocado de coisas que vale a pena pontuar.

Rozen Maiden?

Em primeiro lugar, acredito estar claro que o deus desse anime não é o deus cristão, lógico, mas em muito se assemelha a ele. Se formos dizer em qual divindade de uma religião real é inspirada a de Youjo Senki, o deus único abraâmico – especialmente sua versão cristã – é a conclusão óbvia. Senão vejamos. Existem incontáveis religiões e mitologias no mundo, várias delas com sua versão de “deus” (ou deuses). É seguro descartar qualquer religião de expressão apenas muito local, ou pouco conhecida, ou, mais importante, de pouca relevância cultural no Japão. Cristãos no Japão são uma minoria, mas é a segunda maior religião do mundo em número de fieis (ou será a primeira? acho que o islamismo já a ultrapassou, mas não tenho certeza), os cristãos conseguiram escrever pelo menos uma página na história do Japão e, muito importante também, o Ocidente, uma das grandes referências culturais do Japão atual, é cristão.

Ah vá!

Ah vá!

O protagonista questiona se a entidade que se intitula “deus” (na verdade foi ele quem a intitulou, não o próprio deus, mas vá lá) é mesmo deus ou é o demônio. Conclui que, se existe maldade – e a prova para ele de que a maldade existe é o fato dele ter sido empurrado na frente de um trem – e deus nada faz contra ela, então ele é mal, portanto um demônio. Como eu disse, existem vários deuses em diversas religiões no mundo, e o importante aqui é que nem todos eles estão automaticamente vinculados ao conceito de bondade. Sendo justo, não foi a própria entidade que se declarou boa, mas sim essa foi outra conclusão tirada pelo protagonista, mas dado que ela o estaria punindo por sua falta de fé, que se expressaria, não há como interpretar de outra forma, através de sua falta de empatia (sua maldade), então ela buscava, por alguma razão, o bem. Não é assim uma interpretação tão esdrúxula.

Para quem não queria matar, até que ela se "sacrificou" sem muita dificuldade

Para quem não queria matar, até que ela se “sacrificou” sem muita dificuldade

O passo seguinte, acusar deus de ser na verdade o demônio, esse sim foi um passo em falso. Ou acham que a teologia cristã não se ocupa disso há séculos? E que não produziu nenhuma resposta satisfatória? Longe de mim, um ateu, querer dar uma de teólogo aqui, mas essa é uma pergunta já respondida mais de uma vez. Se já leu discussões rasas sobre isso na internet, sabe que tem a ver com o livre-arbítrio, e talvez esteja ainda insatisfeito. Ora, deus, sendo bom, não poderia dar livre-arbítrio e ao mesmo tempo extinguir o mal? Da forma como eu entendo não. O mal não é algo que existe no mundo e aflige o homem, como uma quina de móvel onde você bate seu dedinho ou uma peça de lego em que você pisa em cima descalço. O mal é criado quando o homem, usando seu livre-arbítrio, se afasta de deus. Simples assim. Me corrija quem entender melhor, mas eis que, se aceitarmos isso, é impossível haver livre-arbítrio e ao mesmo tempo não existir o mal. Não antes do horizonte escatológico em que a face da terra será expurgada e apenas os homens bons restarem vivos.

E tendo sido esse um questionamento do protagonista, e não algo que o próprio anime colocou em dúvida, tudo faz um pouco mais de sentido. O protagonista é mal. Mesmo diante da comprovação da existência de deus, ele o negou. Ainda que estivesse em seu último suspiro de vida, ao encontrar o criador, ele o rejeitou. Zombou dele. Ele é mal porque não sentia empatia pelas pessoas, e sendo mal se afastou de deus, e ao encontrá-lo o rejeitou, como era esperado. Mesmo depois de reencarnado ele continua rejeitando e desafiando deus. Tanya é má, exatamente como diz o subtítulo do anime.

O tratamento que ela dispensa aos seus subordinados é o quê, senão maldoso?

O que Youjo Senki pretende com toda essa bagagem temática religiosa? Continuo sem saber. Mas é um rumo, finalmente. É um rumo possível, é um rumo interessante, é algo que, mesmo que eu ainda não o ache um anime bom, eu fico ansioso para saber o que virá adiante. Haverá redenção possível para Tanya? Ou assistiremos sua espiral de decadência rumo ao inferno? Siga a história por esse caminho ou aquele, será uma história que eu quero assistir. E as batalhas continuam muito bonitas e dinâmicas, então tem isso também.

  1. Este segundo episódio de Youjo senki, diga-se de passagem foi um pouco superior ao seu primeiro episódio, talvez se eles tivessem começado com este episódio a minha opinião negativa, talvez não fosse ser tão negativa como é agora.
    O protagonista quando ainda estava no seu corpo de homem adulto, era aquilo que aqui se chama, um filho da senhora da má vida, ele era ambicioso, ele queria enriquecer para ter uma vida desafogada em termos financeiros, nem que para isso tivesse que ser o responsável pelos despedimentos dos seus colegas de trabalho de forma fria e calculista, em momento algum ele sentiu culpa de despedir um colega com filhos, em que necessitava daquele emprego para sustentar os seus.
    Para mim a cena em que o protagonista foi jogado para a linha do trem, pelo colega que ele despediu sem escrúpulos, foi a melhor parte do episódio. Eu como ateu, achei interessante a conversa entre o protagonista e a existência X, que eu digo de forma clara, não é Deus propriamente dito, ele é um Demónio, os demónios gostam de brincar com as pessoas, o castigo que a existência x deu ao protagonista é só um passatempo para ele, nada mais. E digo mais esta existência X é tão má, como o protagonista, aquela questão da reencarnação do protagonista, num corpo de uma criança e não bastando noutra era e país, só prova que a Existência X, está a testar as crenças da protagonista, talvez se ela se encontrar em algum momento de desespero talvez ela comece a acreditar na entidade divina chamada Deus. Ou então o próprio Deus, entidade magnânimo, bondosa e omnipotente, mandou o “seu” amigo Diabo, testar as crenças daquele individuo descrente e sem escrúpulos, o que se viesse a provar neste anime seria uma coisa bem interessante.
    Deixando a religião de lado, a acção deste episódio até que foi boa, aquele ataque de artilharia alemã, aos regimentos de infantaria franceses foi muito bom. Só acho que este estúdio está a mostrar demasiadamente fiel, umas das coisas piores que poderia acontecer a um soldado da primeira Guerra Mundial, ser mutilado pela artilharia, já não é a primeira vez que este anime mostra personagens a perder os membros durante as batalhas. Aquela cena em que a protagonista dá uma surra a um subalterno, que penso eu que fez pouco dela, foi um pouco exagerada, mas aquilo veio muito da mentalidade japonesa da super eficiência em tudo o que fazem. A Tanya seria bem capaz de matar o seu subalterno se o seu superior não tivesse intervido.
    Outra das coisas que este episódio teve de positivo, foi quando a Tanya reencarnou noutra era, foi o facto de nessa altura o Império Alemão onde ele(a) nasceu já estarem em crise, como dizer o país já estava em um clima antes guerra. Aquelas manifestações das pessoas nos episódio, a dizerem que querem combater a República (neste caso a França), foram um bom enquadramento histórico por parte do anime. Para quem pense que a Primeira Guerra Mundial teve início com a morte do príncipe herdeiro do trono do Império Autro-Húngaro, Francisco Fernando, não está 100% correcto. Um dos factores que levou à primeira Guerra Mundial, foram os nacionalismos exacerbados dos países da Europa, A Alemanha desde a segunda metade do século XIX que vinha a exigir mais colónias aos outros países da Europa, como a França e a Inglaterra que possuíam muitos territórios ultramarinos cheios de recursos naturais, tais como a a árvore da borracha, que era muito requisitada pela indústria. A culpa disto foi da Alemanha eles entraram na corrida colonial muito tarde, já quando os outros países já tinham escolhido as colónias melhores desde África à Ásia. Com isto o povoo alemão sentiu-se ressentido com os países que possuíam muitas colónias,dando origem a movimentos nacionalistas que pregavam o ódio nas pessoas. O acontecimento que deu origem à Primeira Guerra Mundial, foi só um pretexto para a Alemanha expandir o seu território colonial, não foi para ajudar o seu aliado, o Império Autro-Húngaro.
    A protagonista deste anime parece ser um Subaru Natsuki 2.0, só mudando o facto que esta não não morre o tempo todo, nem passa pelos loops temporais indetermináveis que o Subaru de Re: Zero passava. A Tânya para uma pessoa bipolar, num momento está calma, noutro entra em estado berserk e depois de se explodir a ela mesma e sair toda fodi.. ainda faz piadinhas depois de uma experiência. Parece que esta reencarnação só destaca o pior do protagonista. Isso e vê-la com um vestido, para mim foi um espectáculo dos horrores, ela parecia uma boneca de cerâmica da era Vitoriana.
    Como sempre mais um excelente artigo Fábio.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Você também não aceita que o Mal e um Deus bondoso sejam compatíveis? Hehe, bom, eu fiz a minha parte, isso aqui é só um artigo sobre um episódio de anime, não um tratado teológico, então que fique assim mesmo. Concordemos em discordar, até porque somos dois ateus, que motivos temos para discutir a natureza de deus? Sua interpretação é coerente de todo modo.

      A Alemanha já se encontrava conflagrada antes da Grande Guerra? Eu sei que o Estado Alemão em si não estava em bons termos com França e Reino Unido por questões coloniais, mas não sabia que isso era algo que chegava até seu povo. Na verdade quase escrevo nesse artigo que estranhei aquele clamor popular tipicamente fascista que caberia muito melhor no início da Segunda Guerra. Mas é bom saber que o anime continua historicamente preciso!

      E bem, o que dizer da Tanya? O cara / a garota é uma pessoa detestável, maligna mesmo. Eventualmente pessoas precisam ser demitidas e soldados precisam ser repreendidos, não discuta-se isso, mas a forma como ele/ela faz isso demonstra todo o desprezo e egoísmo do qual é feito(a). Se renascer como uma garotinha foi um teste de fé, Tanya está fracassando miseravelmente.

      Sobre o vestido, assistiu Rozen Maiden? É um anime sobre, adivinhe, bonecas articuladas de porcelana que possuem vida. A Tanya ficou a cara de uma Rozen Maiden. Pesquise depois se ainda não conhecer =)

      Obrigado pela visita e pelo comentário!!

      • O grande problema da Alemanha é que ela entrou tarde na corrida colonial, ela até 1800 e pouco ainda era um punhado de províncias separadas umas das outras, tal como acontecia na Idade Média, cada província tinha um senhor. Até que um Homem chamado Otto Bismark que era prussiano conseguiu unificar todas as províncias, dando origem à Alemanha que conhecemos hoje. Ele conseguiu isto através do Zollverein, uma aliança entre 39 estados alemães, neste acordo todos estes 39 estados eram livres de comerciar entre si, sem terem que pagar as taxas aduaneiras entre os estados. Com isto seguiu-se a abertura das fronteiras destes estados para atrair mais o comércio interno. Até aqui tudo bem, mas quando a Inglaterra começou a sua Revolução Industrial, a Alemanha não conseguia competir com ela, desde já porque não tinha as matérias primas coloniais como a borracha, madeiras , carvão, tecidos, por muito que a Alemanha tentasse nunca conseguia produzir mais barato que a Inglaterra. Com isto a Alemanha, que na segunda metade do século XIX, ainda era um país recentemente unificado, não conseguia acompanhar o desenvolvimento industrial com países que possuíam colónias. Com isto o povo alemão sofria muito em termos económicos, já que eles praticamente eram obrigados a comprar aquilo que o seu país produzia, que por norma era muito mais caro que os produtos que a Inglaterra e a França produziam. Com isto é que nasceram os nacionalismos, principalmente na Alemanha na primeira metade do século XX, os principais slogans dos nacionalistas eram, os nosso produtos são melhores do que os produtos do país x, deve-se colocar uma taxa aduaneira alta, nos produtos importados, só assim as pessoas vão comprar os produtos nacionais e por ai a fora, gerando um clima de ódio nos Alemães para os países mais industrializados, principalmente a França.
        Eu sinceramente, a religião para mim não é nada, mas respeito quem é religioso, só não me venham cá com a conversa que Deus é aquilo, Deus deu origem a não sei o quê, isto para mim não é nada. Eu tive catequese até ao 10 anos de idade e nem uma reza eu sei de cabeça, tal era o meu interesse naquilo.
        Eu já ouvi falar desse anime do Rozen Maiden, eu ainda não o vi, porque eu tenho pavor de bonecas de porcelana, eu quando vi a Tanya com aquele vestido eu entrei em pânico e desliguei a tv, eu tenho pavor dessas bonecas, é das poucas coisas que me causam medo.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Então Rozen Maiden seria um anime de terror para você, que curioso! Se bem que como elas são as personagens principais, se movem e falam, não têm aquela aparência estática medonha. São mais como pequenas menininhas usando roupinhas vitorianas. E tentando matar umas as outras em dimensões paralelas.

        E veja só, essa é uma das recompensas de se escrever sobre animes e não ficar limitado ao que se vê na tela: obrigado pela aula de história!

        Na verdade aprendi tudo isso no colégio, inclusive e principalmente sobre Bismarck e o Zollverein, só não sabia mesmo que o governo e os industriais usavam suas dificuldades coloniais para insuflar o povo alemão contra seus vizinhos mais bem sucedidos – e isso é um pedaço de informação vital que sempre me faltou.

      • Acho que já deu para reparar que eu amo história, essa fase da Alemanha eu também aprendi na escola, só que eu sei mais detalhes porque eu pesquisei e li muitos livros, eu sei de tudo um pouco quando se trata de História.
        Bonecas de cerâmica para mim não, o anime de Rozen Maiden que me desculpe, mas ainda sou novo para morrer de ataque cardíaco, tal o meu pavor destas bonecas.
        O problema da Alemanha sempre foi o mesmo, eles queriam expandir as suas fronteiras, em suma eles queriam ser uma potência colonial como a Inglaterra, França e até como Portugal, nessa altura Portugal ainda tinha colónias em África e na Ásia. A indústria em si, não induzia o povo a questionar-se o porquê do seu país não ter territórios Ultramarinos, os governos expansionistas é que incitavam o povo contra os países mais industrializados.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Portugal foi o último país europeu a abrir mão de suas colônias, se metendo em guerras encarniçadas na África quando todo o resto do continente já era independente. Bom, decisão esperada para um ditador, suponho.

      • Portugal empatou o máximo para segurar as suas colónias, mesmo quando entrou para a NATO, ficou mal visto porque era o único membro dela que ainda possuía, colónias. Tudo isto por causa da obsessão de querer mais riqueza por parte do ditador António Oliveira Salazar. Ele como governador não era mau, o problema dele era a mania de acumular riqueza. Ele durante a Segunda Guerra Mundial fez de tudo para que Portugal não participasse nela, nem que para isso tivesse que matar a população à fome. O desespero deste ditador para manter as contas do estado balanceadas era enorme, ele chegou a vender o volfrâmio tanto aos aliados como aos nazis, vendia as conservas para ambos os lados, mesmo com isso a população portuguesa passasse fome, e tivesse os alimentos racionados. Imagino como as pessoas se sentiam um pouco revoltadas, quando viam o fruto do seu trabalho ser vendido ao estrangeiro, principalmente os víveres mais essenciais à alimentação, como o trigo e a carne. Portugal quando começou a Segunda Guerra Mundial, já era auto-suficiente em termos de comida, o Norte produzia o leite e a carne bovina, o Alentejo produzia o trigo e outras cultura de sequeiro, tanto que era considerado o celeiro de Portugal. A região do Ribatejo produzia as leguminosas, as verduras e provia ao gado pasto e o Algarve produzia as frutas e a pesca. As regiões autónomas (Açores e Madeira) produziam leite e madeiras virgens.
        A guerra colonial entre Portugal e as suas colónias em África, foi a maior merda que Portugal se foi enfiar, desde já porque não estava preparado militarmente, as poucas tropas que tinha eram de péssima qualidade, além de que o exercito Português não estava preparado para as tácticas de guerrilha que os rebeldes usavam para expulsar os portugueses do seu território.
        Mas nem tudo o que o António Oliveira Salazar fez para o país foi mau, ele quando morreu Portugal tinha das maiores reservas de ouro da Europa, tal estatuto continuou até 2004, quando os políticos da treta tiveram que dar 80% dessa reserva como garantia de pagamento para os consecutivos empréstimos que Portugal pedia ao estrangeiro. Salazar foi o único político português que não fez fortuna no seu mandato, ele morreu na miséria, não teve direito nem a um funeral de estado. Além de que não permitiu que os comunas subissem ao poder, ele odiava os comunistas e tudo o que eles representavam. Até 1975, era proibido beber e comprar coca-cola em Portugal, tudo por causa do medo que o Salazar tinha das ideias capitalistas dos americanos, além que por causa do proteccionismo aduaneiro era muito caro comprar um garrafa de coca-cola, Salazar sempre dizia que os produtos made in Portugal em primeiro lugar, depois os importados.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Um democrata bem intencionado sempre vai ser melhor que um ditador bem intencionado. Protecionismo e guerras coloniais não fizeram exatamente bem a Portugal. Menos mal que não tenha errado em tudo, né? Senão era capaz é das colônias travarem guerra para controlar a metrópole, hehehe.

      • Portugal só saiu derrotado na guerra colonial, a partir do momento em que o Salazar morreu. Um individuo chamado Marcelo Caetano é que o substituiu e com ele a derrota já estava certa. Desde já as altas patentes do exercito já estavam fartos de uma guerra que não era a deles, em plena metade do século XX que necessidade ainda havia de ter colónias, tal coisa só nos afastava do mundo. Além de ter sido uma guerra sem sentido, causou milhares de mortos em ambos os lados e ambos os lados estiveram errados na maneira que travaram a guerra. No preciso momento em que os movimentos libertadores começaram a atacar as colónias Portuguesas, a merda já estava feita. Aquilo que eu penso que indignou o povo português, era aquilo que os tais guerrilheiros faziam aos portugueses que ainda se encontravam nas colónias. Existem muitas fotografias e vídeos da época, que mostram a barbárie que os guerrilheiros dos movimentos faziam ao homem branco, principalmente às mulheres e crianças, o caso das mulheres era sempre pior, além de estupradas, muitas das vezes viam a sua família a serem abatidas a sangue frio mesmo em frente dos seus olhos. Estes acontecimentos levaram a espiral de ódio entre Portugal e as suas colónias, aquilo que os povos colonizados fizeram aos portugueses lá, os portugueses devolveram em dobro, estar destacado. tanto na Guiné ou em Angola era matar ou morrer. Até hoje os portugueses sentem um rancor contra as suas ex-colónias, principalmente os soldados que estiveram destacados lá, o ódio que eles sentem pelo homem negro é quase indescritível, tanto que o povo português é considerado dos mais racistas da Europa.

    • Se gosta de História pode achar interessante uma série brasileira de livros chamada “Guia Politicamente Incorreto da História…”
      Mostra novas revelações sobre muita coisa que virou senso comum sobre certos fatos históricos.
      É como um Time Bokan levado a sério!
      xD

      Acho que é impresso também em Portugal.

      • Eu já vi esses livros à venda aqui, só não os comprei por causa do preço ser um pouco elevado. Mas agradeço pela dica Uber.

  2. Vocês não gostaram muito do(a) protagonista, né?
    Temos que ter em mente que ele não é um herói, está mais para um anti-herói.
    A função que cumpria quando era homem sabemos que é bem ingrata, decidir quem vai pro olho da rua e ele era bom nisso até prêmio ganhou como mostrado indiretamente durante a entrevista com seu futuro assassino.
    Mas só por exercer bem uma função desagradável e ter uma personalidade igualmente desagradável, o faz uma pessoa ruim?

    Mas antes de julgarmos o protagonista, o que sabemos sobre o cara que foi demitido? Falava realmente a verdade? Era bom funcionário? Era mesmo boa pessoa, é normal boas pessoas matarem outras pessoas por vingança?
    Isso me incomodou um pouco, aquele suposto deus só viu o lado errado do protagonista, mas tudo bem o outro ter jogado o cara da plataforma!

    E como Tanya, ele não está fracassando miseravelmente, está mesmo com a intenção de trolar a Existência X tentando se dar bem naquele mundo.
    Aliás, não entendi isso, ele reencarna num corpo de menina num país em guerra para que passe dificuldades e comece a procurar deus, tudo bem.
    Mas ganhou um corpo com poderes mágicos, uma condição rara entre os cidadãos daquele mundo e ainda parece que os poderes dele são excepcionais.
    Ou esse suposto deus é meio burro ou o autor não soube costurar bem essa parte da história.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Não foi Deus que matou o protagonista, foi outro homem. Esse foi o mal que ele chamou para si ao ser, ele próprio, mal. É lógico que pessoas precisam ser demitidas e soldados precisam ser disciplinados – como eu disse em comentário para o Kondou. A questão não é fazer isso, e sim como fazer. Ele deixou mais do que claro que não se importava, que não estava nem aí, tanto num caso quanto no outro. E também no episódio anterior, quando enviou dois homens para uma posição em que sabia que eles estariam em maior risco de vida – e sorriu quando soube que eles morreram! Podemos discutir muita coisa, de verdade, exceto o caráter maligno do protagonista. Esse é o subtítulo do anime!

      Sobre sua reencarnação, bom, supondo que aquele ser seja mesmo deus e ele seja mesmo bondoso, o que ficou subentendido no episódio (mas é lógico que ele poderia estar sendo apenas ardiloso – o que tornaria a história mais complicada mas ok, é possível), então o protagonista foi enviado para um teste de fé. O episódio já demonstrou que ser poderoso não é uma vantagem – ele queria vida mansa e fácil, mas sua excelência mágica o levará para batalhas cada vez mais difíceis. Já assistimos o primeiro episódio e sabemos disso.

      E por fim, não generalize. Não somos “nós” que não gostamos, fui eu, sozinho, quem escreveu esse artigo =) Aqui cada um é livre e responsável por suas opiniões, não julgue meus colegas pelo que eu escrevi, por favor. E nem é verdade que eu não goste. Ao final do primeiro episódio era. Agora eu acho o anime fraco sim, mas estou interessado em saber o que vem por aí.

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

      • Calma! Eu não quis parecer agressivo, desculpe se lhe dei essa impressão, falha do texto escrito.
        Minha primeira frase foi em tom de graça, deveria ter digitado a carinha xD.

        E está aí uma graça da história, ela é boa demais no que faz e em vez de se livrar da dureza, ela se envolve mais no conflito! A solução pode ser ela subir na hierarquia até aqueles cargos em que fique numa sala comandando de longe ou não!

        Fato curioso neste episódio, ela não fez uso das orações mágicas, apenas voou e atirou com a arma.
        Será que ainda aprenderá a usá-las e precisará ter fé para que funcionem?
        Quero ver qual foi a solução que ela achou pra isso.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        É verdade, teve isso de oração no primeiro episódio, bem lembrado! Bom, talvez existam mais deuses e aí a coisa fica mais complicada também … de todo modo deve ter a ver com o que aquele cientista maluco estava falando depois dela se explodir.

        E chegar aos postos de comando de nada irá adiantar se o Império perder. E sabemos que a Alemanha perdeu. De todo modo, certamente essa era a intenção inicial dela, mas agora, mais do que nunca, precisam dela no campo de batalha.

        E pois é. Abuse de emotes e risos, ajuda um bocado =D

  3. Assistindo o episódio, parece compreensível que “Deus” não tenha um rosto e, em vez disso, seja uma presença sem forma clara e compreensível. O próprio ser parecia pensar assim, mas apenas mencionou que os seres humanos não respeitam o seu criador e que ele estava no controle da reencarnação especificamente. Para quem não me entendeu, aqui está uma breve imagem de como “Deus” surgiu no mangá: http://2.p.mpcdn.net/359316/761751/10.jpg

    Quando homem é compreensível chamar Tanya de maldosa. Seria diferente transformado em uma garota? Não. O pior é que, na cena com o seu subordinado, ela estava certa: desobediência na guerra era algo punível com a morte. As batalhas aéreas têm sido surpreendentes e bonitas, até então.

    Fora isto, ótimo post. Até!

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      É verdade que desobediência pode ser punível até mesmo com a morte, mas falamos do século 20, até mesmo para a pena capital havia o devido processo legal em tribunais militares, a condenação não era e não podia ser sumária (não via de regra, pelo menos, e não havia elemento nenhum que justificasse uma execução sumária naquelas condições). E ela ia matar por despeito, não por estrita obediência ao código militar. Tenho quase certeza que explodir as próprias instalações só para punir seus subordinados também era punível com a morte, aliás, hehe.

      E nossa. Mil vezes o anime ao mangá, nessa cena. Ficou bem legal ele congelado parado no ar enquanto deus se manifestava através de outros seres.

      Obrigado pela visita e pelo comentário =)

  4. Vim por querer me motivar a assistir, fiquei pela Shinku. Terrivelmente Rozen Maiden!
    Eu queria ver esse anime assim que saiu a tabela de expectativas da temporada, mas desanimei depois de ler os comentários negativos no primeiro episódio e só deixei quieto. Mas não parece tão horrível assim, não. Vou ver se dou uma chance de acompanhar e vir comentar.
    Até mais!

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Com certeza o segundo episódio foi incrivelmente melhor que o primeiro. Tivesse começado por ele eu talvez até estivesse hypado. Mas não posso evitar ficar receoso com as decisões de direção e roteiro futuras depois daquele começo, né. Está divertido e tem potencial, embora ainda seja fraco. A animação está muito bonita pelo menos.

      E sim: Suigintou, Kanaria, Suiseiseki, Souseiseki, Shinku, Hinaichigo, Kirakishou / Barasuishou, e, agora, Tanya. Uma boneca militar pra completar a coleção =D

      Obrigado pela visita e pelo comentário!! =)

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