Gostaria de dizer um “Obrigado” a todos os responsáveis por este belo anime que é To Your Eternity após ter assistido mais um excelente episódio. Dessa vez, vimos a pequena evolução do protagonista prometida na prévia do episódio anterior, mas não só isso, um problema foi resolvido e deu origem a outro, assim encaminhando a continuidade da aventura de nosso herói, sempre em busca de algum estímulo. Obrigado a você que está aqui!

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A March é uma graça, não é? Se você não gosta dela saiba que está errado, assim como qualquer tradição que maltrate a vida humana. Dentro da nossa cultura não vemos isso de forma tão evidente, mas, por exemplo, a repressão a mulher no islamismo não é uma forma de tradição abusiva? Aliás, para lá de abusiva, não consigo imaginar obrigar alguém a se vestir e agir de uma forma tão restrita como algo minimamente racional.

Entretanto, não se engane, isso também ocorre no cristianismo, a diferença é que há mais “saídas” sociais, ainda que para muitas seja difícil acessá-las, apesar de muitos costumes problemáticos ainda serem banalizados e até incentivados. Sei que não é o mesmo que sacrifício humano, mas determinar o destino de alguém é uma violência sem igual não importa a forma. Cercear a liberdade de escolha de outra pessoa é em si matá-la em algum nível.

A March será mesmo sacrificada para aplacar a ira do urso branco? Há indícios de que isso pode acontecer, mas também há indícios de que não (eu diria, inclusive, que a abertura meio que encerra a questão), o relevante é discutir os problemas com tradições que não respeitam a vida, o bem mais preciso que o ser humano tem e que deve preservar entre os seus, afinal, ninguém têm o direito de roubar o futuro de uma criança, nem se for um deus.

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To Your Eternity (“Fumetsu no Anata e” no original) é um anime do estúdio Brain’s Base (Durarara!!, In/Spectre, Gakuen Babysitters) programado para 20 episódios que adaptarão o mangá da prestigiada Yoshitoki Oima (“A Voz do Silêncio” ou “Koe no Katachi” no original).

Como gostei da sinopse do Crunchyroll vou pegar ela emprestada, espero que você não se importe.

 

“No começo, “aquilo” era uma orbe, lançada na Terra. “Aquilo” conseguia fazer duas coisas: tomar a forma de algo que “o” estimulasse; e voltar da morte. “Aquilo” se transformou de orbe em rocha, de rocha em lobo, e de lobo em garoto – vagando pelo mundo como um recém-nascido que nada sabe. Como garoto, “aquilo” virou Fushi. Ao ter contato com a bondade humana, Fushi não apenas aprende a sobreviver, mas também sobrevive como “pessoa”. Sua jornada é ameaçada pelo inexplicável e destrutivo Nokker, e pelas crueis despedidas das pessoas amadas.”

 

Fumetsu no Anata e é um mangá com um conceito tão bacana e uma execução tão sensível, mas visceral, que apesar de ter lido um pouquinho há alguns anos posso garantir que foi uma das obras que mais me marcaram na vida.

Por sorte o anime veio antes de eu ler mais, então as surpresas que você, caro(a) leitor(a), terá serão quase todas minhas também. Para você ter noção, eu sequer terminei o arco da March, a garotinha encantadora que aparece na prévia do próximo episódio.

Enfim, não existem muitos mangás e/ou animes no mercado que abordam o conceito de existência como Fumetsu, e é ainda mais interessante que essa história seja da autora de A Voz do Silêncio.

Por que escrevo isso? Porque ela já nos presenteou com uma obra marcante por ser capaz tanto de abordar aspectos intimistas, quanto socioculturais relevantes ao ponto de tornar quase impossível não hypar qualquer coisa que essa mulher escreva.

E o hype se justificou? Você já sabe a resposta, mas vamos conversar sobre o assunto.

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